Os desafios e as oportunidades para os médicos

colocar no siteNesta semana, acompanhei os debates na Conferência MedTech do Hospital Innovation Show. Em diversos painéis, inclusive o Tosh Wakimaru do Japão, falou “ a preocupação do aumento do envelhecimento da população, é resultante no aumento no gasto, frequência, e tempo de internação”. A dra. Mariana me impactou quando disse que a medicina falha ao entregar o que as pessoas precisam que falta de educação e prevenção, desigualdade nas condições do acesso a saúde.

A frase de Charles Darwin “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças” retrata uma realidade nos dias atuais para todos os setores, principalmente para os médicos, em momentos conturbados com o excesso de trabalho, sobrecarga de plantões, falta de infraestrutura, equipamentos necessários, padronização, integração no atendimento e protocolos preestabelecidos.

Cada vez mais a presença da tecnologia está presente no cotidiano das pessoas, inclusive para os pacientes. Outro Dados americanos de 2014 demostraram que cerca de 80% pessoas usam a internet para tirar dúvidas sobre saúde. Uma em cada três joga seus sintomas no google antes mesmo de ir ao medico quando está doente. O que por um lado tornasse prejudicial devido ter fácil acesso as informação que muitas vezes são de fontes duvidosas. Para a Dra. Mariana Perroni, médica intensivista da Berrini Venture, disse que esses desafios geram ansiedade para os médicos, com a percepção de perda de autonomia, respeito e remuneração. Entretanto, as inovações tecnológicas trouxeram maior forma de acesso a informação, mobilidade e conectividade, possibilitando assim novas oportunidades e adaptações para os médicos.

Se todas as informações da saúde (laudos, informações sobre convênio, informações de imagem) fossem padronizados, poderíamos utilizar o Big Data de forma mais produtiva e eficaz, resultando em diminuir os despedícios, aumentar os lucros, curar doenças e melhorar tratamentos. Felizmente as instituições começaram a perceber a importância de coletar e analisar esses dados, para aprofundar os conhecimentos sobre as doenças, tratamentos e populações individuais.

O uso de mídias sociais podem ajudar na vigilância de epidemias com o compartilhamento de informações. Um exemplo foi em 2010, com o terremoto no Haiti em que as pessoas estavam comentando sobre febre e diarréia por twitter, com isso descobriram que estava com o surto de cólera.

colocar essa imagemOutro exemplo é o caso da empresa japonesa Medpeer, que utiliza os serviços de inteligência coletiva, conferência interativa online com cases, prescrição médica com informações farmacêuticas para compartilhar informações entre os médicos. O Tosh Wakimaru afirma que o ano que vem, está previsto para a Medpeer fazer o portal da saúde com prontuário na nuvem, telemedicina e criar um Big Data para compartilhar e coletar informações no Japão e no mundo.

Há diversos desafios enfrentados na saúde e contudo é necessário que o médico adapte com as mudanças da evolução tecnológica e inovação de novos processos que estão auxiliando a melhorar o atendimento, diminuir os gastos, melhorar tratamentos e aumentar a produtividade.

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