Dr. Google: paciente em ação

Figura-2.1-ZMOT-www.zeromomentoftruth

O conceito ZMOT (Zero Moment Of Truth) é o momento zero da verdade em que o consumidor utiliza uma diversidade de mídias para pesquisar, aprender e colher informações para tomar a decisão de compra. Esse conceito pode ser utilizado no caminho do paciente em que o paciente procura os seus sinais e os sintomas, doenças, resultados de exames, prevenção, tratamento.

De acordo com a pesquisa do Pew Research Center, 72% dos usuários da internet procuraram informação da saúde”.

Com esse excesso de informação que muitas vezes sem qualidade, os pacientes não conseguem filtrar e as vezes causam autodiagnóstico e automedicação de maneira errônea. Como é o caso da Joana, em que estava com dor de ouvido, procurou uma receita caseira na internet e seguiu os passos da receita, como resultado, sentiu mais dor. Segundo o Google Trends no Brasil, cresceu 39.5% a procura por termo como “dor de ouvido” no Google no ano de 2015 em relação a 2010.

Por outro lado, o atendimento deixou de ser uma consulta monóloga em que o médico prescrevia o medicamento e o paciente obedecia. Hoje passou a se tornar um diálogo em que o paciente questiona e argumenta sobre saúde dele e tem menos dúvidas e inseguranças. Como relata a paciente Maryana, “Por mais que eu saiba que o ideal é perguntar para a médica e eu não tenho o telefone particular, primeiro eu procuro no Google em vários sites, mas como eu tenho uma consulta por mês, eu anoto as minhas dúvidas sobre a gravidez e pergunto tudo o que preciso para ela, mas eu jamais tomaria algum medicamento só por consultar o Google, eu esperaria falar com um médico”.

Às vezes, o paciente descobre que tem a doença em uma pesquisa na internet e assim, resolve ir ao médico. “Eu sempre tive sintomas comuns e nunca levei a sério até agravarem, procurei diversos profissionais da saúde e nunca tive um diagnóstico preciso. Isso sempre me preocupou e resolvi digitar no Google o que sentia até quem encontrei uma especialidade que conseguiu encontrar o que tinha e amenizar os meus sintomas”, conta Aline.

Com esse aumento da cybercondria, o médico precisa alertar e aconselhar os pacientes.

Dicas para passar para o paciente:

  • Saber quem escreveu a informação, qual é a qualificação, quando foi escrita e qual foi a referência utilizada;
  • Comparar as informações com outras fontes;
  • A medicina não é uma ciência exata, a eficiência no tratamento depende de fatores individuais;
  • Façam pesquisas em instituições, sociedades médicas, universidades e hospitais;
  • Consulte com o médico sobre o que leu.

 

Um comentário em “Dr. Google: paciente em ação”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *